A CRIANÇA


Foto de Jaime Borges com 09 meses de idade
COLUNA OPINIÃO
A CRIANÇA
Nesta oportunidade, a nossa ‘COLUNA OPINIÃO’ vai tratar de um dos assuntos mais fascinantes e importantes que abrangem a humanidade – A CRIANÇA! JESUS FOI UM DIA UMA CRIANÇA!
Vamos analisar a concepção da criança e sentimentos de infância, ao longo dos tempos. De início, nada adiantaria sermos simplistas e apenas românticos, sonhadores e utópicos, pautando-nos apenas em palavras generosas e graciosas, sem analisarmos a verdade que é única, indivisível e jamais passageira.
Como ainda hoje, infelizmente, com as exceções é claro, a sociedade medieval e a Idade Média no geral, basicamente ignoravam as crianças e quando estas chegavam aos cinco a sete anos de idade, já eram compelidas pelos cognominados “pais ou responsáveis”, a ingressarem no mundo dos adultos sem uma transição afetiva, absolutamente necessária, chegando as barbáries das concepções das épocas, admitirem o absurdo da morte de crianças, como algo natural, sem importância e não merecedor de maiores atenções e esclarecimentos, segundo deixaram registrados os historiadores. Fica patenteado que nesta época, não existiam os sentimentos de estima, proteção e amor pelas crianças. Péssimo e lamentável exemplo do passado!
Um fato da época e que ainda perdura hoje, e que nada pode se ter contra, é que os trabalhos ou afazeres educativos domésticos não eram considerados degradantes e constituíam muitas vezes, a única forma comum de educação tanto para ricos como para pobres. No mais, a criança, por sua ingenuidade, gentileza e graça, foi conquistando um pequenino espaço, como simplesmente fonte de distração e relaxamento para os adultos.
Estes hábitos incomuns, degenerados e insuportáveis, lá pelos séculos XVI e XVII fizeram surgir e desenvolver-se o início de uma tomada de consciência da inocência e da fragilidade da criança e da infância, partindo estas atitudes dos eclesiásticos, dos homens da lei e dos moralistas do século XVII, que se deram conta da necessidade premente de uma atenção especial às crianças.
Este despertar fez nascer sentimentos pais-crianças, gerando o sentimento de família e de infância que outrora não existia.
A partir do século XVIII, a escola foi um caminho determinante onde ficou distinto a necessidade e até a obrigação de atenção especial às crianças, o que começou a acontecer na mentalidade dos adultos, de forma crescente e em todas as camadas sociais da época.
O que não mudou dentro da passagem de tantos séculos foram as agressões às crianças: desde a palmadinha doméstica, tida até como meio de educação, que muitas vezes deixa marca indeléveis, à pedofilia e o abordo, crimes covardes e desprezíveis, praticados contra criaturas indefesas e por pessoas frias e covardes a toda prova. A prostituição infanto-juvenil, que aí está fortemente instalada e desafiadora, é a maior vergonha da sociedade que se diz “moderna”, em pleno século XXI.
Para complementarmos esta, que seria uma espécie de primeira parte desta nossa reflexão, é bom lembrarmos mais uma vez, o Professor Darcy Ribeiro que deixou no seu legado imorredouro conselhos como “é bem melhor que os governantes gastem com as crianças, do que com presidiários”, enquanto Pitágoras certa vez afirmou que “eduquem-se as crianças e não será preciso castigar os homens”.
Mas, voltemos às crianças, este Deus que vive ao nosso redor!
As crianças significam o elo da esperança! Nada se iguala a elas. São nossa maior esperança de mudar este mundo imperfeito – que a nossa e as gerações anteriores criaram. A criança ainda é a razão para acreditarmos que vale a pena lutarmos contra a apatia e o descaso das pessoas em geral, desde as famílias desestruturadas e sem bases morais; aos governantes descompromissados com a infância; golpistas vestidos de empresários; violência desenfreada; fome, guerras, misérias.
A criança merece desde o momento da fecundação, o respeito, o carinho e o afeto!
É no seio da família que a criança cresce. Quando enxerga nesta família atitudes de brio, dignidade e honra, certamente no amanhã serão adultos sensatos, homens dignos, formadores e transformadores da sociedade em que vivem. A criança de hoje é o adulto do amanhã! Desta forma, está nas mãos delas, o futuro, e por tudo isto, devemos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para respeitá-las, defende-las, orienta-las e apóia-las nos momentos necessários. Escola só, não é formadora de personalidade! A personalidade é formada no seio da família, no lar!
A sociedade e os governantes têm um débito impagável com as crianças e com a infância. É chegado o momento, para não dizer que já caducou ao longo dos anos, de resgatar este débito, oferecendo às crianças tudo aquilo que preconiza e dita a Declaração Universal dos Direitos das Crianças declarados pelo UNICEF; cumprir fielmente o que dita o ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, e tudo isto já seria um caminho, já seria um ato de justiça com estes que significam o futuro da humanidade.
Como uma nação pode pensar em futuro, pode orgulhar-se de um presente, se não respeitar as crianças e os idosos? Os dois assemelham-se! As crianças porque significam o futuro da nação, e a terceira idade porque foram estes que construíram esta mesma nação.
Vamos todos conscientizar-nos de que só o amor pelas crianças é capaz de educá-los, de torná-los cristãos conscientes, de transformá-los em adultos sérios, construtores da sociedade do futuro.
Para termos amanhã as nossas consciências tranqüilas, temos que hoje agirmos com ternura, com meiguice e com amor, com as crianças de nosso Brasil.
Obs. Este texto foi gentilmente cedido à Rádio Comunitária Baixa Grande FM e levado ao ar como Editorial em 06 de outubro de 2008.
Jaime Borges da Silva - Autor
FELIZ NATAL! FELIZ 2010!
VOTOS DO BLOG DE JAIME BORGES.

Escrito por às 09h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [link]






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