EDITORIAL - A DEMOCRACIA


EDITORIAL
A DEMOCRACIA
Conforme a maior autoridade lingüística do nosso País, Aurélio Buarque de Hollanda, a Democracia pode ser definida como:
“Governo do povo; soberania popular; democratismo.
Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder, ou seja, regime de governo que se caracteriza, em essência, pela liberdade do ato eleitoral, pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade, e dos poderes de decisão e de execução.
País cujo regime é democrático.
As classes populares; povo, proletariado”.
Já um anônimo brasileiro, definiu que “a verdadeira democracia constitui uma forma de governo muito complexa e exige dos cidadãos interação e maturidade político-social”.
Em nossa história, não nos faltaram homens abnegados que deram exemplos de heroísmo, derramando seu próprio sangue para manter a Pátria unida, livre e independente. Ideais conquistados por um povo que, acima de tudo, ama a Pátria em que nasceu e não permitiu e jamais permitirá que lhes seja usurpada a maior riqueza com sacrifício conquistada, que é o Estado de Direito Democrático.
Rui Barbosa, o maior jurista desta Nação, demonstrou em seus escritos e atitudes, o que é ser Democrata e o que é a Democracia.
Para quem não sabe, e só por ilustração, afirmamos que Rui Barbosa foi o mentor e o guia da Proclamação da República Brasileira e também quem escreveu nossa primeira Constituição.
Primamos hoje, como nossos heróis do passado, por uma sociedade democrática bem constituída, fecunda, rica em valores morais, para que possa ser denominada de Sociedade Democrática absoluta e verdadeira.
Democracia, assim chamamos nosso governo, porque o destino de nosso povo está nas mãos de muitos – ai estão os três Poderes Constituídos Republicanos – Executivo, Legislativo e Judiciário.
Cabem àqueles que estão no Poder, com ética, brio e dignidade, zelarem pelos valores morais nas atitudes administrativas e pelo zelo maior da igualdade entre todos os cidadãos.
Não pode existir Democracia plena, numa nação que não zela pelos valores éticos, que desrespeita a sua Constituição, e esquece que o direito de todos se igualam perante a Lei.
Nossa Constituição assegura-nos, pelo menos no papel, igualdade perante a Lei; garante-nos a liberdade de pensamento, ação, opinião, culto e participação na vida pública, tudo isto envolto da dignidade e da moralidade do cidadão; assim como não permite que haja discriminação ou preconceito entre raças, credos ou classes sociais.
Com a humildade de pensamento, cabe-nos alertar o perigo que existe numa ponte entre o absoluto e o relativo. È preciso que os cidadãos estejam alertas para não trocarem as razões verdadeiras pelas futilidades; as ações dignas e éticas pela corrupção, porque estas atitudes arrebatam do homem a democracia, deixando-os num estado melancólico anárquico, desmoralizando a si, sua família e sua Pátria.
Somos uma Pátria livre, porque desejamos e determinamos através do voto, e o sentimento maior de nosso povo é o bem comum.
Cabem àqueles que governam, dirigirem os atos públicos rigorosamente dentro da Lei, da lisura e da dignidade, porque esta atitude é antes de tudo, o papel do homem com H maiúsculo.
È bom lembrar que o cidadão, antes de ser um governante, ele tem de encontrar em si mesmo, valores morais de um verdadeiro homem, para aí sim, pleitear um cargo público e poder empenhar com dignidade a bandeira democrática.
A Democracia faz com que o cidadão acredite nas Leis, pois sabemos que estas protegem os oprimidos e coíbem a imoralidade de politiqueiros desonestos e indignos - pelo menos a principio esta é a esperança que repousa sobre o cidadão – aplicação severa das Leis para proteger a Democracia.
Só a Democracia deve prevalecer como regime, porque o mundo de hoje já no mostra o negativismo de sistemas opressores que subjugam os povos, negando-lhes liberdade e direitos, ferindo frontalmente os princípios naturais instituídos pelo Criador.
Mas, para que haja Democracia plena, liberdade, paz e felicidade, devem ser preservados todos os fundamentos de Moral, que levem o homem a conscientizar-se de seus direitos e também de seus deveres e obrigações. Não poderemos pregar democracia se estivermos passivos aos exageros da imoralidade e a uma desenfreada expansão de atos ilícitos, entrando, inevitavelmente, nos lares, colhendo de surpresa os ingênuos ou incautos e abalando as estruturas das famílias bem constituídas. A família é a base da sociedade, e uma sociedade feita de fortes bases morais é a sustentação da Democracia.
Um cidadão brasileiro digno não admite o egoísmo, corrige seus defeitos, moldando-se ao virtuoso e valoroso homem que é aquele que faz prevalecer o Estado Democrático.
Aquele que conhece seus defeitos e ainda assim não os corrige, torna-se um inútil diante da força moral que a Democracia impõe ao cidadão, tornando-se um elemento daninho a própria existência da Democracia.
Todos nós, cidadãos brasileiros, soldados da Nossa Pátria, somos juizes de uma política democrática limpa e cristalina. Devemos, com devoção, conhecer nossos maiores inimigos, para que, certos da ameaça que possa significar, possamos abatê-los, pela força nobre do nosso ideal de Democracia.
Se quisermos manter nosso Brasil uno, livre, soberano e progressista, como fizeram muitos dos nossos antepassados, devemos alimentar a chama do patriotismo, através da atitude e de uma palavra de ordem que se chama - DEMOCRACIA!
Este é único caminho verdadeiro!
BLOG DE JAIME BORGES

Imagens - Arquivo de Jaime Borges
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