
COLUNA OPINIÃO
HUMANIDADE – QUE CAMINHO ESTÁS PROCURANDO?
Quando finalmente o homem descobrirá tudo de magnífico que ele é? Quando será que o homem vai entender, que foi criado por Deus, para pregar a paz, e não para fazer a guerra e gerar a violência? Quando finalmente o homem vai chegar à conclusão, que Deus o fez poderoso e sem limitações, exatamente para ajudá-LO, na preservação e no aprimoramento de sua Obra?
Se algum dia, o homem sentir-se limitado e sem dimensões, não poderá queixar-se ou maldizer-se, de nada! Ele mesmo buscou estas limitações, porque no plano Celestial, ele foi criado, como a imagem e semelhança do próprio Criador.
Com estas colocações, vamos tentar nos colocar no centro deste assunto tão importante, onde a criatura humana é a figura mais meritória e essencial, quando se trata de humanismo.
A princípio, é bom distinguirmos duas situações, que muito embora não pareçam, mas são extremos e podem confundir muita gente: progresso e civilização.
É bom deixar claro que é quase inimaginável o progresso que o mundo vai atingindo em todas as áreas, sejam cientificas, educativas, ciências médicas, eletrônica, comunicações, etc.etc, o que é louvável. Por outro lado, quem se dá ao trabalho de acompanhar através da leitura, a história da humanidade, pode perceber claramente que em termos de civilização o mundo estagnou, ou regrediu, para ser mais preciso. As barbaridades e atitudes que vão acontecendo mundo a fora, desde as agressões do homem contra o homem; do homem contra a natureza e seu Criador, faz-nos revivermos histórias da Mesopotâmia, Babilônia, do Egito Antigo, do falido Império Romano. Enquanto o Brasil e França aposentaram a forca e a guilhotina, um dos países que se rotula como o mais importante e civilizado do mundo, os Estados Unidos, em pleno século XXI ainda faz perdurar orgulhosamente a cadeira elétrica, a câmara de gás, as injeções letais, como símbolos da mais dura e prática punição. Ataques terroristas; pedofilia; narcotráfico, testes nucleares e outros descalabros, estão acontecendo mundo afora. Pode chamar-se a isto, estado de civilização avançado? Não seria ao contrário, uma afronta Àquele que nos deu a vida?
O homem vai ter que estar em paz consigo próprio, com sua família, com suas atitudes e com o seu Criador, para pensar e ser um humanista verdadeiro. Olhando com o coração e não simplesmente com os olhos, vemos que o mundo, este gigante, envolvido na propalada globalização, no seu gira-gira, tornou-se político com ele mesmo, quando tão pouco tem substancia para tal.
A fraqueza e ambição humana poluíram o íntimo do homem. Está deixando de existir no ser humano, com as exceções é claro, os ideais verdadeiros, o reconhecimento de que é preciso lutar com dignidade para vencer. É preciso ser bom e puro dentro de si, para ter-se uma atitude humanística para com o próximo. O que vemos são homens sem liberdade, abdicando à libertinagem, arrolados a desempenharem papeis não congêneres às suas personalidades, numa luta desigual entre o bem e o mal, onde o verdadeiro homem luta contra a poluição da sua própria espécie.
Vê-se hoje na história da humanidade, uma sociedade sem estruturas, equilibrada por um tripé formado pelo poder econômico, pelas drogas e pelo sexo, formando um amontoado de hipocrisias, de mentiras e falsidades. Pode chamar-se a isto civilização?
Onde estão as atitudes de apoio, de carinho e de acolha que faz do humanismo, um degrau a chegar-se a um estágio mais puro socialmente? Aquele que quer enxergar a verdade, o que consegue ver é uma humanidade corrompida; humanos desprovidos de atos de amor e bondade; criaturas que desrespeitam as regras e ditames do Criador; a inversão dos valores reais da vida; a decadência de uma sociedade já alienada, medíocre e injusta; os valores morais desprezados; a liberdade irreal e imoral, corroendo os jovens; a corrupção endêmica; a família destituída do seu valor real e puro; a bondade tida como uma quimera; a ternura considerada uma fantasia; a vida de cada um incerta diante de um futuro sem venturas; o amor, a verdade, tidas e tratadas como utopias e muitas e muitas outras lamentáveis catástrofes sociais para o humanista autentico, verdadeiro e honesto.
Estamos vivendo hoje uma época de evoluções e conquistas, de tecnologia e avanços. O mundo torna-se gigante e os homens pequenos. O termo humanismo, está ficando apenas como mais uma palavra no dicionário e na vida de raríssimas pessoas. Vivemos uma época, já preconizada por Ruy Barbosa quando afirmou: “de tanto ver triunfar as nulidades; de ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer as injustiças, etc... o homem chegaria a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. Infelizmente!
O retrato triste de que a humanidade segue em passos lentos sem saber o que está procurando, pode ser visto nas atitudes que catalogamos, e que aqui com tristeza, registramos:
Cresce ou vai desaparecendo, o respeito dos homens pelos seus próximos, e por Deus;
Torna-se insustentável, o alarmante crescimento da violência, das injustiças, de assassinatos e massacres;
A paz está sendo destruída pelos temíveis atos terroristas, mundo afora;
O tráfico de drogas e entorpecentes, e o número cada dia mais avassalador de viciados, fazem da humanidade inquieta e receosa;
Os homens se deixam seduzir facilmente pelos falsos prazeres, desprezando a verdadeira base de suas próprias vidas, que é a família e o amor;
O respeito, a fé e a crença a Deus e a Cristo, são substituídos por futilidades e fantasias, por seitas fanáticas e mascarados profetas e curadores;
Guerras entre países; conflitos nos próprios países; gerados por desencontro de ideologias, ou busca através da força de poderes supremos, da corrupção, fazem do mundo, um palco de carnificinas e genocídios;
Acordos de desarmamentos nucleares são feitos no papel, enquanto a humanidade assiste passivamente, diversos países, em pleno século XXI, executarem testes nucleares, sem que nada possa ser feito, para evitar tais atitudes de verdadeiros crimes contra a humanidade;
Os massacres humanos, a fome e a miséria, assolam todos os países do mundo;
O desencontro, o desrespeito e o desamor, vão tornando-se alguma coisa de normal, entre pais, filhos e família;
Os vícios e aberrações humanas tornam-se comuns e aceitas, socialmente; esta inversão de valores morais atinge frontalmente o sentido digno da vida humana;
O homem cultiva e sustenta, uma sociedade mórbida, decadente, calculista, viciada e desvirtuada, fazendo perdurar um mal, que atinge a ele próprio;
A ONU, instituição que existe para a sustentação da paz mundial, vai sendo esquecida, desprezada e quase arruinada financeiramente, terminando assim a esperança daqueles que sonham em ver um dia, o mundo mais unido, harmonioso e humanista.
Tudo isto, significa fogo, num mundo que já se tornou uma fornalha. Deixar de admitir que a humanidade, caminha mesmo a passos lentos sem destino, é querer tapar o sol com uma peneira. O responsável por tudo que acontece, é o próprio homem, a quem Deus confiou a sua Obra Magnânima. Os homens aniquilam a moralidade; arruínam a união entre os povos; desfazem os laços de amor ao próximo; desrespeitam a Deus; assolam os vínculos de fraternidade; exterminam as virtudes; desbaratam a família; destroem a si próprios. Com isto, cresce a depravação; a imoralidade; acabam os sentimentos de honra e deixam os humanistas, acautelados, desconfiados, receosos e sem forças, para vencerem todos estes males, que certamente só trarão males a toda humanidade.
Este é o momento de todos juntos, voltarmos o nosso pensamento a Deus, ao Criador; e cabe ao homem assumir seu verdadeiro papel de construtor de idéias, dando braços às verdadeiras razões e desprezando as futilidades, tornando-se todos humanistas de alma e coração, no comando de um mundo justo, igualitário e humano acima de tudo.
Obs. Este texto foi gentilmente cedido à Rádio Comunitária Baixa Grande FM, e autorizado a ser levado ao ar como Editorial em 22 de setembro de 2008.
Jaime Borges da Silva
Autor