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BRASIL, Nordeste, FEIRA DE SANTANA, Homem, de 56 a 65 anos, Portuguese, Portuguese, Cinema e vídeo, Música

BLOG DE JAIME BORGES

 

Escrito por jaimebsilva às 09h09 [ ] [ envie esta mensagem ] []

UM DIA FUI CRIANÇA!

UM DIA FUI CRIANÇA!

 

 

Quantas lembranças bonitas,

Eu guardo da minha infância,

Quando junto aos meus Pais,

Eu era uma simples criança!

 

Humilde e cheio de sonhos,

Tão lindos e cheios de amor;

Um tempo de pura beleza,

Tão bonito quanto uma flor!

 

O tempo corre, não espera,

E os sonhos vão se transformando,

Alguns em realidades,

Outros como bolas, rodando!

 

E quando tornamo-nos adultos,

Lembramos com eterna saudade,

O tempo bom de criança,

Tempo bom que não existia maldade.

 

 

Baixa Grande, 30 de setembro de 2008.

 

Jaime Borges da Silva - Autor

 

Obs. Esta poesia faz parte do meu livro Na Intimidade do Meu Coração – Direitos Reservados.

Foto de Jaime Borges com seis anos de idade em 1954.

 

 

 

Escrito por jaimebsilva às 08h49 [ ] [ envie esta mensagem ] []

REFLEXÃO - ESTOU MUITO VELHO!

ESTOU MUITO VELHO!


 Concurso de redação
 Autor desconhecido.
 Para ver que nem tudo está perdido...
 
Estou muito velho,
 
Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não
 gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas
 de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento
 progresso do Brasil.
 Estou muito velho,
 Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas
 para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir
 com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode
 servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte
 para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos
 querendo se passar por negros.
 Estou muito velho.
 Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os
 ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero ouvir mais

 notícias  de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma
 menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos
 esquartejados pelos pais por serem 'levados'...
 Meu coração não tem mais forças para sentir emoções. Sinto-me mais
 velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em
 comunismo, coisa que deixou de existir.
 Eu não acredito em nada. Ou melhor, só acredito
em DEUS.
 Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa,
 carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado
 por minha mulher e filhos.
 Nada mais me comove... Estou bem envelhecido.
 E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me
 comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville
 usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me
 comoveu.
 
  Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal
 de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem
 tem fome’.
 Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de
 apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de
 nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os
 brasileiros verdes amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de
 patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura
 de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem
 mais o que é este sentimento cívico.
 
”Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-múndi, o
 nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro?
 Perguntei-lhe!
 E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e
 verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas
 lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo
 comigo...
 Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores.
 Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade
 era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante.
 Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
 Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no
 passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos
 filhos deste solo era a mãe gentil.
 Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem
 nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho,
 tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos
 tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.
 Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.
 Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro
 que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar
 esse país sem braços fortes? Pensei mais.... Quem nos devolverá a
 grandeza que a Pátria nos traz?
 Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma
 criança dormindo em seu berço esplêndido.”
 
Mesmo que ela seja a ultima brasileira patriota, valeu a pena viver
para ler o texto
. Por isso estou publicando para vocês. Recebi de um amigo por e-mail.
Mas agora que me tornei um velho emocionado, vou romper com este hábito.

De alguém desconhecido que ama muito o Brasil.

 

 

Escrito por jaimebsilva às 08h27 [ ] [ envie esta mensagem ] []

PEQUENAS HISTÓRIAS - 15º CAPÍTULO

PEQUENAS HISTÓRIAS

15. SERÁ QUE AINDA TENHO ALMA? - Ficção

Autor - Jaime Borges da Silva

Nome do Personagem: Carlos Webber.

 

 

Meu nome é Carlos Webber, sou solteiro, tenho quarenta e oito anos de idade, sou um bem sucedido empresário na área da indústria de eletro-eletrônicos e moro em São Paulo. Tenho uma agenda quase sobre-humana, tanto em compromissos profissionais, quanto em compromissos pessoais e sociais. Para que vocês tenham uma idéia, a minha agenda profissional até princípios de agosto próximo, já está totalmente tomada, com viagens pelo Brasil e ao exterior; reuniões de diretorias das minhas empresas; reuniões com banqueiros; encontro com Ministros em Brasília; com Diretorias de Federações de Indústrias de vários Estados, etc.; enquanto na agenda pessoal, entre aniversários, casamentos, inaugurações, jantares com pessoas importantes, viagem a Atlanta nos EUA, para assistir os jogos do futebol olímpico brasileiro, viagem à Inglaterra, acompanhando por convite, a comitiva do Presidente da República e outros tantos compromissos, até o início de setembro, todos os horários já estão agendados. Os meus dias começam geralmente às seis horas da manhã, e muitas vezes se esticam até a madrugada do dia seguinte. É uma vida atribulada, com tantos ‘assuntos importantes’ que tenho para serem resolvidos. Minha locomoção, para ser mais rápida, em virtude do trânsito, é feito na cidade com meu helicóptero, enquanto em minhas viagens pessoais uso o meu jato particular, para um melhor aproveitamento do tempo. A vida de um empresário é envolvida de grandes compromissos de ordem econômica, financeira, política e social. Felizmente a tecnologia vem nos ajudando, através de computadores de última geração para as empresas, e para os assuntos particulares, agendas eletrônicas especiais, telefonia móvel celular, note-books, etc. Já tive imaginando o que seria de nós empresários, sem estes fantásticos equipamentos eletrônicos? Certamente, seria quase o caos. Para minha assessoria particular, disponho de piloto; dois motoristas; duas secretárias executivas, sendo uma para cuidar da minha agenda profissional e a outra da minha agenda social; um secretario particular que cuida dos meus compromissos pessoais; dois seguranças permanentes;  além de governanta, cozinheiro, camareira, jardineiro também responsável pela manutenção das fontes luminosas e piscina da minha mansão; e quatro garçons, para atendimento em mesa, vôos, copa e piscina. Tenho cinco empresas comerciais e seis indústrias, que me permitem ter uma situação econômica e financeira, equilibrada e saudável. Por tudo isto, tenho uma vida social muito intensa e um relacionamento com um sem número de amigos. Quanto às “amigas”, são muitas, e guardo certo sigilo sobre este assunto. Minha predileta chama-se Mylva e mora em Veneza, na Itália. Sempre dou um pulinho por lá, quando disponho de tempo. Sinto-me até uma criatura, que galga a realização: Tudo que desejo, quero ou sonho tenho em minhas mãos, com rapidez e facilidade.

Há dois dias, aconteceu-me um fato, que tenho meditado muito sobre ele. Estava retornando de uma viagem a Fortaleza, quando o Comandante Givaldo, piloto do meu jatinho, percebeu que a aeronave estava apresentando problemas na parte hidráulica. Fizemos um pouso em Recife, para a verificação do problema, que mereceu reparos e manutenção. Como já eram quase vinte e duas horas, resolvi ir para um hotel e pernoitar em Recife. Depois do banho e refeição, fui deitar. Na cabeceira da cama, estava um volume do Novo Testamento. Aproveitei para ler alguns trechos dos Evangelistas Mateus e João, e aí lembrei, que a última vez que havia dedicado alguns minutos da minha vida, a Deus, à alma, aos sentimentos e ao espírito, eu tinha mais ou menos, quinze anos de idade. E o mais difícil, foi responder a mim mesmo:  Será que ainda tenho alma?

Ao longo dos anos, acumulei riquezas, prestígio, bens materiais de toda qualidade e natureza, mas esqueci do meu íntimo, do meu espírito, de minha alma e de Deus.  A vivência materializada, em que como eu, a maioria dos empresários vivem, não encontram em suas agendas, pelo menos alguns minutos, para dedicar-se ao seu mundo íntimo, professando sua fé e credulidade àquele Criador de todas as coisas: DEUS. Percebi que na verdade, eu conquistei muito dinheiro, poder e prestígio; mas esqueci de conquistar e acolher no meu coração, o mais importante: A presença de Jesus Cristo!

Hoje estou fazendo um balanço de minha vida íntima, cristã e espiritual! Não preciso de computadores, secretárias, de nada para isto. Estou precisando apenas, da minha consciência, que me acusa de ter esquecido e desprezado, os verdadeiros valores da vida. À proporção que o dinheiro e o poder foram crescendo em minha vida, por outro lado, foi desaparecendo a minha ligação com o meu próximo, com o meu espírito e com Deus. Em palavras mais claras, eu e meu espírito, tornamo-nos estranhos um ao outro, tendo acontecido isto, pela minha ganância e egoísmo, de conquistar só bens materiais, desprezando a verdadeira missão a que todos nós viemos ao mundo: Vivermos em igualdade com nossos próximos.

Hoje, convoquei uma reunião com minhas secretárias e lhes ordenei que reprogramassem as minhas agendas, de forma que momentos dedicados ao meu íntimo, ao meu espírito e a Deus, passem a ter prioridade. Assim terei minha consciência em paz e seguirei meu caminho, levando lado a lado, minhas atividades profissionais e minha vida espiritual, para nunca mais ter que fazer para mim mesmo a pergunta: Será que ainda tenho alma?

 

Que a minha confissão lhe sirva de alerta. Desejo felicidades a todos.

 

Carlos Webber.

Escrito por jaimebsilva às 08h09 [ ] [ envie esta mensagem ] []

REFLEXÃO - A VIOLÊNCIA

 PARA REFLEXÃO:

A VIOLÊNCIA

 

Convive-se hoje no dia-a-dia com uma inimiga, que apavora, humilha, oprime e aniquila a criatura humana, que é A VIOLÊNCIA. Longe de ser uma causa, é uma conseqüência grave de atos praticados em todos os campos que envolvem a pessoa humana e a sociedade, e dentro deste princípio, vamos fazer uma modesta reflexão exatamente sobre estes fatores que levam A VIOLÊNCIA ao gigantismo que hoje alcança e que chega a ceifar até o sagrado direito da vida.

Tudo começa, quando aos poucos, lamentavelmente, os homens vão desprezando o seu Criador. A falta de Deus no coração da criatura humana é uma porta aberta à prática de todo e qualquer tipo de violência e de delitos. A partir daí, a desagregação geral da sociedade, constitui a fortaleza onde se robustecem as violências e as degenerações. Reflitamos pois sobre várias causas: o desrespeito a mais pura das sociedades – a família; os desajustes emocionais; a ordem econômica aplicada, onde o capitalismo selvagem só pensa nos lucros esquecendo o homem, vai fazendo crescer o exército dos excluídos e marginalizados pela sociedade, engrossando de forma inimaginável o temível desemprego, subemprego e clandestinidade, além do triste estado de fome por que passam milhões de seres humanos; os procedimentos espúrios e ilícitos praticados por setores dos poderes constituídos, sem quaisquer punições; a segregação camuflada que sobrevive, pondo à margem da vida ou isolando criaturas, pelos preconceitos de cor, posição social, crendice, etc.; a existência de organizações ou grupos que se apresentam como defensores de causas nobres, como benfeitores ou até profetas, quando na prática não passam de perigosos grupelhos ou facções que não hesitam em galgar seus objetivos, mesmo desrespeitando o direito de propriedade, seus próximos, as leis e a própria Constituição; a presença intolerável de corruptos, depravados e malfeitores; o poder gigantesco de traficantes e do narcotráfico, das quadrilhas organizadas, dos perigosos grupos que deixam suas missões honrosas militares aderindo a grupos justiceiros, que já criaram poderes ilegais paralelos dentro do próprio estado Federativo constituído; o aumento gigantesco de pedófilos; a presença destruidora das drogas, desde o álcool que é uma droga aceita socialmente, ao crack, maconha, cocaína, heroína e muitas outras que destroem famílias, desordena a sociedade e ameaça desestabilizar o estado de direito democrático; a temível prostituição infanto-juvenil que destrói o futuro de milhões de jovens; o sórdido esquema de distribuição de rendas do País que mutila o cidadão; a falta de escrúpulo no exercício sórdido da politicalha; a prática de contravenções penais; o contrabando e a venda indiscriminada de armas de fogo; a falência generalizada do regime carcerário, que além de não reeducar os detentos, instiga-os à violência  e à selvageria, pela forma como são tratados, privando-os do mínimo necessário ao tratamento de um ser humano; o equívoco no exercício da cidadania, quando muitos só lembram de exigirem os seus direitos, esquecendo de cumprir os seus deveres e obrigações sociais, desrespeitando os seus próprios limites e em conseqüência também dos seus semelhantes; uma justiça lenta, porque fica na dependência  de leis desatualizadas e decadentes, “leis caducas”, como o Código Penal e outras que  são de 1940, entre outros; etc, etc. As leis ficam na  dependência que sejam legisladas, discutidas e aprovadas pelo nosso “famoso Congresso Nacional e seus “congressistas”, que no mínimo, é bom que se diga, são eleitos e pagos por nós só para esta missão: legislar!  

Isto é um pouco, o que a nossa frágil memória rememora neste momento.

Somando a tudo isto, está a vergonhosa impunidade que permeia livremente. Não é preciso ser sociólogo ou adivinho, para concluir que o resultado final deste verdadeiro paiol de pólvora, é esta avassaladora violência que cerca a todos nós cidadãos. É preciso que cada um de nós reflita um pouco sobre todo este estado latente de desencontros e mutações que está acontecendo a nossa volta, e dentro dos princípios dignos, legais, morais e cristãos, procurarmos ajudar a encontrarmos caminhos que nos levem ao aconchego da paz.  Tudo que fizermos de bom será um legado que estaremos deixando para nossos filhos e netos. Desta forma, no amanhã, não seremos condenados de termos cruzados os braços perante a violência imperiosa e desumana. Para concluir, em todos os momentos devemos estar voltados ao pensamento de que: PAZ SIM, VIOLÊNCIA NUNCA!

 

Jaime Borges da Silva - Autor

BLOG DE JAIME BORGES

 

 

 

 

Escrito por jaimebsilva às 08h50 [ ] [ envie esta mensagem ] []

POEMA - PAZ SIM, VIOLÊNCIA NÃO!

PAZ SIM,

VIOLÊNCIA NÃO!

 

 

Vencer na vida,

Respeitando o irmão!

Paz sim,

Violência não!

 

Caminhar braços dados,

Juntinhos de coração!

Paz sim,

Violência não!

 

Respeitar os direitos,

Estender sempre a mão!

Paz sim,

Violência não!

 

Consciência tranqüila,

Uma vida de doação!

Paz sim,

Violência não!

 

Ajude o mundo a crescer,

Com todos no coração!

Paz sim,

Violência não!

 

Sejamos todos unidos,

Com Jesus no coração!

Paz sim,

Violência não!

 

 

Escrita em Baixa Grande, 10/02/1995.

 

Jaime Borges – Autor

 

 

Obs. Esta poesia faz parte integrante do meu livro ‘Na Intimidade do Meu Coração’ – Direitos Reservados.

 

Escrito por jaimebsilva às 08h42 [ ] [ envie esta mensagem ] []

O MUNDO E O SONHO

O MUNDO E O SONHO

 

Um dia, em algum lugar, num dado momento, alguém pensou criar um mundo! Naturalmente que respeitando este mundo que Deus nos deu, pensou este alguém construir o mundo maravilhoso, onde as pessoas conseguissem se encontrar; amassem umas às outras; respeitassem as ideologias e as formas de ser dos seus semelhantes; enfim um mundo onde as pessoas vivessem a vida no seu esplendor, sendo aquilo que são e não apenas, procurassem adaptações ou fossem meros instrumentos dos momentos que por necessidade haveriam de passar.

Um mundo onde o próprio mundo existisse na forma da sua palavra. Um mundo onde a liberdade fosse a bandeira e o caminho das pessoas, iluminadas pelo sol do bom senso e da verdade. Um mundo onde a arma mais sensível fosse a humildade de se reconhecer o verdadeiro lugar e limites das coisas e de cada um.

Um mundo, uma bola, um brinquedo, uma verdade!

Um mundo, onde uma flor nascesse para embelezar e não para ser negociada. Um mundo, onde o amor, na sua forma mais verdadeira de dar-se, fosse o ponto de encontro de toda a humanidade.

Outro dia, em algum lugar, num dado momento este alguém parou e refletiu sobre o mundo que se vive cercado de maldades e muita insensatez. Refletiu e ficou decepcionado em viver neste mundo onde impera a hipocrisia, a mentira e a falsidade. Nesta reflexão percebeu como é difícil encontrar a felicidade, pão alimentar, alavanca impulsora de todo interior da criatura humana. Com coragem, decidiu lutar por si mesmo, pela sua sociedade família, pelos seus ideais, que o mundo, como uma bola, em cada rodada, mostra claramente que é necessário sofrer para realizar-se; lutar para encontrar-se e aos outros.

E o mundo, o extrovertido palco, onde a verdadeira novela que se chama vida, se desenvolve, impõe que cada minuto sejamos mais verdadeiros. Sejamos não o maior, mas o generoso e humilde, para algum dia, num outro mundo, idealizado por este alguém, possamos encontrar aquilo que, se intimamente lutamos, exteriormente, pelo próprio mundo somos derrotados: encontrarmos a verdadeira paz.

A verdadeira paz só se encontra, quando a maldade foge das pessoas e o sentimento mais nobre do homem, a humildade, dele toma conta.

E só com humildade, somos agraciados do sentimento mais belo do mundo: o amor. E o amor é em suma, o mundo, que um dia, em algum lugar, num dado momento, alguém pensou criar e fazer existir em todos os momentos.

 

Feira de Santana, 01 de Maio de 1977.

 

Jaime Borges da Silva.

 

Autor: Jaime Borges da Silva

Parte integrante do meu livro: Na Intimidade do meu Coração - Direitos Reservados

Primeira publicação em 1977.

 

 

Escrito por jaimebsilva às 08h28 [ ] [ envie esta mensagem ] []