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PLANETA TERRA 02

VAMOS SALVAR O PLANETA TERRA

-Assunto Científico-

-Capítulo 02-

 

Você que leu o Capítulo 01 desta série, continuamos aqui o deslumbrante assunto sobre o Planeta Terra:

 

É quase inacreditável, mas menos de 1% da água do planeta está disponível para uso humano, na forma de rios, lagos, lençóis freáticos e, claro, de chuvas. Ainda é bastante água, porém três questões importantes devem ser consideradas: primeiro, sua disposição, que é extremamente irregular no planeta – cerca de 1,5 bilhões de pessoas não tem acesso regular à água. Segundo, a redistribuição das chuvas, provocadas pelos desmatamentos, queimadas e outras agressões do homem. Terceira, e patético, a desproporção entre nossa capacidade poluidora e o controle que temos sobre essa poluição.

“Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Essa idéia me parece estranha”, disse Seattler quando, em 1854, o presidente americano fez uma proposta de compra de seu território. “Somos parte da terra e ela é parte de nós. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro e o homem - todos pertencem à mesma família”, continuou, demonstrando um conhecimento antecipado dos ciclos da matéria. “Tudo o que acontecer com a terra acontecerá com os filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isso sabemos:  a terra não pertence ao homem; o homem pertence a terra...”

A carta do velho índio transformou-se no mais pungente documento de consciência ecológica jamais escrito. Impressiona pela lucidez, especialmente por ter sido escrita em meados do século 19, quando a palavra ecologia nem havia sido inventada.

“... O homem e a terra são da mesma matéria...” Acerto cientifico. Nosso corpo é 23% carbono. De onde ele vem? Do ar, de onde é capturado pelos vegetais, que o repassam para nós, que o devolvemos pela respiração. Um átomo de carbono de uma célula de nosso cérebro pode ter pertencido, há milhões de anos, ao epitélio da cauda de um dinossauro.  É o mesmo, que não se perde, não se cria, só se recicla.

Os elementos químicos, os compostos, como a água, e até a energia necessária para que a vida se processe, pertencem a ciclos. Se o ciclo for interrompido em algum lugar, inviabiliza a continuidade do ciclo e da própria vida. O nitrogênio, principal componente do ar que respiramos, só chega até nós porque bactérias do solo são capazes de capturá-lo e depois entregá-lo a alguns vegetais – principalmente as leguminosas, como o feijão e a soja – que, com ele, sintetizam proteínas, que nós comemos. Ou comemos a carne de algum animal que as comeu. Quando queimamos o solo, matamos as bactérias que absorvem o nitrogênio, interrompendo o ciclo. E aí vamos ter que fazer correções – caso contrário a natureza as faz e da maneira que lhe for mais conveniente.

A transferência da energia é ainda mais fascinante. Qualquer plantinha, da alga microscópica do mar ao imponente pinheiro dos planaltos do sul, todos os vegetais são capazes de uma mágica. Reagem duas substancias abundantes, a água e o dióxido de carbono. O carbono separa-se do oxigênio e liga-se à água, dando origem a uma molécula orgânica, chamada carboidrato, e a uma molécula de oxigênio livre, que é devolvida para a atmosfera, possibilitando nossa respiração. Essa reação, que qualquer escolar conhece, chama-se fotossíntese. Foto, porque só pode acontecer na presença da luz, especialmente a solar. Síntese, porque termina por sintetizar (produzir) algum material orgânico, no caso, uma molécula de carboidrato (CH2O – carbono mais água). E é ai que reside a mágica – ou milagre. Nessa simples molécula, o vegetal tem a capacidade de armazenar a luz, que veio do Sol, em forma de energia química. Quando nós comemos a planta, ou comemos a carne do animal que a comeu, estamos recebendo esta molécula energética. Fazemos, então, a reação contraria. Reagimos o carboidrato com o oxigênio (por isso respiramos), reconstituindo a água, que sairá pela respiração, liberando finalmente aquela energia armazenada.

Em suma, se nós vivemos, estamos gastando energia. Qualquer ato fisiológico em nosso corpo depende de energia. Se estamos escrevendo, pensando, se o nosso coração bate, estamos gastando energia. Quando lemos, respiramos, mantemos a temperatura do corpo em 36 graus Celsius, consumimos energia. E de onde vem esta energia toda? Só de um lugar: do sol! Através dos fenômenos ao mesmo tempo complexos e simples, que são a fotossíntese e o seu oposto, liberador de energia, a respiração celular. Para algumas pessoas, é mais fácil ver Deus nessas reações da natureza do que nas grandes catedrais.

Quando lemos os grandes clássicos, ou a filosofia dos gregos, ou os livros religiosos, ou os tratados de psicologia, ou a poesia contemporânea, encontramos, como pano de fundo, sempre o mesmo dilema: a busca da felicidade pelo homem e a sua total incompetência em encontrá-la. Hoje temos o auxilio da ciência, para nos ajudar a entender melhor a natureza humana, suas ambições e suas ansiedades. Não é razoável acreditar que a simples observação do que é natural, ou normal, ao nosso redor, pode ajudar a nos compreendermos melhor? A paciência dos ciclos naturais. O tempo certo para cada reação química acontecer, para cada folha cair, para cada flor nascer, para cada broto surgir e cada árvore morrer. Como despoluiremos o rio? Parando de poluir. Como salvaremos o Planeta Terra? Parando de ameaçá-lo. No caminho, quem sabe, entenderemos de vez que não é a Terra que precisa ser salva. Somos nós!

Boa leitura e até o próximo capitulo!

Cumpra sua parte, zelando pela natureza e por este Planeta que nos dá a vida em toda a sua plenitude.

Até o próximo capítulo!

 



Escrito por jaimebsilva às 12h14
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PLANETA TERRA 01

VAMOS SALVAR O PLANETA TERRA

 

-Conteúdo científico-

-Capitulo 01-

A sociedade no mundo está chegando à melancólica conclusão, que os “Humanos Governantes do Planeta”, com exceções, estão cruzando os braços perante o que vem acontecendo no Planeta Terra.  Foram reuniões desde 1992 no Rio de Janeiro, em Kioto no Japão, na Indonésia; é a ONU divulgando relatórios com a realidade do que está acontecendo, e infelizmente, nada é feito de definitivo. Atitudes governamentais visíveis e convincentes que venham amenizar os problemas climáticos no mundo, não estão sendo enxergáveis pelos olhos humanos, infelizmente. Já, já, mais reuniões que já sabemos os resultados: Um zero à esquerda!

Aí estão: aquecimento global desregrado; degelo das calotas polares; águas dos mares e rios poluídas; queimadas sem quaisquer controles; lixo em todo lugar; espécies em extinção; biodiversidade degradada; aumento do nível dos oceanos; total instabilidade climática no mundo; aquecimento dos mares, tufões; terremotos; maremotos; ciclones; enchentes; etc, etc, etc.

Que estamos à beira de um colapso ecológico, você já sabe. É preciso e possível fazer – já – tomadas de ações firmes, para evitar o pior.

Diante do cruzar de braços dos “Mandatários do Mundo” e “Donos do Poder” a sociedade civil organizada começa a se movimentar para defender o seu habitat. São Ongs ecológicas e mais de um milhão de Blogs no mundo inteiro que se unem para divulgar dados reais sobre a história do Planeta Terra, buscando amigos verdadeiros deste Planeta tão lindo que Deus nos deu por generosidade.

Tudo escrito aqui é fruto de pesquisas sérias e realizadas acima de tudo com amor.

Está na hora definitiva de entender que equilíbrio com a natureza não é coisa apenas de ambientalistas; e que os governos nem estão aí preocupados com este assunto. Afinal, se não bastasse a funesta política ou politicalha que envenena os governantes, a economia apodrecida do Planeta tomou conta do noticiário da grande imprensa e para o Planeta Terra, para a Mãe Natureza, sobraram como sempre - o desprezo. Ou fazemos todos juntos o que precisa ser feito, ou o Planeta resolve as coisas à sua maneira. A sua posição e determinação são importantes! Você decidirá seu próprio destino!

Neste primeiro capítulo vamos entender um pouco da história do nosso planeta:

 

Estamos no planeta há apenas dois milhões de anos – bem menos que a maioria das espécies. Porque nos achamos donos?

Nosso planeta tem cerca de 4,6 bilhões de anos. Nossa galáxia, a Via Láctea, teria surgido da Grande Explosão – o Big Bang - há 15 bilhões de anos, e os protoplanetas do sistema solar começaram a se formar há cinco bilhões de anos, a partir da condensação do material da monumental nebulosa formada em torno do Sol.

A atração gravitacional das partículas que formaram a Terra acabou por criar uma massa extremamente quente. Quanto terminou o estoque de pó estelar, o planeta parou de crescer e começou a esfriar. Já esfriou o suficiente para permitir a vida, mas só na superfície, a chamada crosta, que tem, no máximo, 50 quilômetros de espessura. Abaixo dela está o manto, que ainda é rocha quente, comprimida, e que tem mais de 3.000 quilômetros de espessura, antes do núcleo, que tem também os seus 3.000 quilômetros, conforme as maiores autoridades de cientistas do mundo.

O interior do manto pode atingir temperaturas superiores a 4.000 graus Celsius. De todas as aventuras imaginadas por Júlio Verne, como a chegada do homem à Lua e ao fundo do mar, a única que seria impossível é justamente a viagem ao centro da Terra. Vivemos, portanto, em uma casquinha de maça, a crosta terrestre, que começou a esfriar há cerca de três bilhões de anos, o que permitiu a formação dos primeiros mares primitivos que, rapidamente, se transformaram em uma sopa de material orgânico, capaz de originar as primeiras formas de vida, como as bactérias e as algas azuis.

A seqüência de acontecimentos a partir de então forma a intrigante e maravilhosa trama da evolução. A espécie evoluiu através do que foi explicado por Darwin, a seleção natural, que privilegia os mais adaptados em detrimento daqueles considerados inaptos às variações do meio ambiente. Mas e o salto de uma espécie para formar outra? Quem explica? Precisamos de mais tempo para pesquisar, aprender e explicar – são as respostas normais dos cientistas mundo afora.

Sabemos que a maior parte da história natural foi dominada por seres inferiores, os invertebrados. Animais com coluna vertebral começaram a aparecer apenas no período Siluriano, há cerca de 400 milhões de anos, com os primeiros peixes. No Carbonífero, há 300 milhões de anos, os anfíbios iniciaram sua aventura terrestre. Deles vierem os répteis. Há cerca de 150 milhões de anos, no Jurássico, viveram os famosos dinossauros.

Os primatas surgiram há 50 milhões de anos e o primeiro hominídeo há cinco milhões de anos. O Australopitecus tem cerca de dois milhões de anos, o Homo Erectus um milhão de anos, o homem de Neandertal 250.000 anos, e, finalmente, o Homo Sapiens, nossa espécie conforme a ciência, não mais que 40.000 anos. Nossa idade na Terra, portanto, comparada com a verdadeira história natural, chega a ser humilhante, tão recente somos. Isso nos leva a outra reflexão. Como, então, se somos tão insignificantes, conseguimos dominar outras espécies e reinar sobre o planeta, ditando as leis de vida e de morte sobre a biosfera?

A explicação é um capricho da natureza: nossa incrível capacidade cerebral. Enquanto o Australopitecus tinha um crânio com cerca de 700 centímetros cúbicos e o Homo Erectus tinha 1.000, o nosso pode chegar a 2.000 centímetros cúbicos. Maior continente permitiu maior e mais sofisticado conteúdo – ou vice-versa! Um cérebro pensante, capaz de compreender os mistérios da natureza, de criar comunicação sofisticada, de escrever músicas e poesia, e de inventar e reinventar tecnologia.

Foi com ele que criamos a escrita e registramos a história. Escrevemos romances, explicando a comédia humana. Rabiscamos poemas, dando voz ao espírito. Interpretamos mensagens da natureza e produzimos ciências. Reescrevemos as leis naturais e as transformamos em tecnologia. Construímos conforto, velocidade, transmissão da imagem e do som à distância, desprezando totalmente o tempo. A inteligência nos diferencia dos animais e, de certa forma, nos aproxima dos deuses.

Agora, porém, estamos diante do grande paradoxo do cérebro humano. Ele é a maravilha das maravilhas, mas tem defeitos de fabricação, como afirmam os cientistas. Por exemplo, não lida bem com o tempo. Considera-se eterno. Não percebe a conseqüência de seus atos predatórios para as gerações que estão vindo e continuarão a vir. O homem pensante, muitas vezes esquece de pensar!

Vivemos porque nosso corpo vive. E ele é constituído de mais de 70% de água. Assim como a água-viva, que, às vezes, nos queima na praia e que tem 98% de água e só 2% de matéria orgânica, nós somos profundamente dependentes da água do planeta Terra. E da água doce, que corresponde a cerca de 2,7% do total de água da Terra. Desse volume, a maior parte está retida no gelo da Antártica, na calota polar norte, na Groenlândia e nas geleiras das montanhas...

... “TUDO O QUE ACONTECER COM A TERRA ACONTECERÁ COM OS FILHOS DA TERRA. SE OS HOMENS COSPEM NO SOLO, ESTÃO CUSPINDO EM SI MESMOS” - disse o chefe SEATTLE.

Leia e reflita sobre este assunto. Até o próximo capítulo!

 

Pesquisa e compilação de textos – Jaime Borges da Silva.

 



Escrito por jaimebsilva às 12h01
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